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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Criança e Consumo...

Por Tania Zagury

(...) "Mais cedo ou mais tarde, nossos filhos conviverão com pessoas de maior poder aquisitivo. E se foram acostumados a olhar sempre para quem tem mais, para os estão a cada fim-de-semana com novas roupas e possibilidades financeiras para fazer mil programas, independentemente de ser sábado ou segunda-feira, as coisas podem ficar complicadas... Não prometa o que não pode comprar - nem se endivide para isso; deixe claro que se tivesse dinheiro sobrando até compraria, mas não deixe de dizer que não considera importante nem necessário... Em outras situações, procure mostrar que poderia lhes dar o que pedem, mas - em vez de sair correndo para chegar à loja antes que feche - faça seus filhos saberem onde se situam as prioridades da família, como estudos, comida farta, segurança, saúde, conforto em casa. Lembre-se que não é nada mau para uma criança ou jovem desejar coisas sem conseguir logo, assim de mão beijada, rapidinho... Esses desejos não realizados podem bem acabar constituindo fonte importante de desejo de conquista pessoal. É muito saudável para o jovem querer realizar, produzir, trabalhar para alcançar o que os pais não lhes deram ou não puderam dar – ou às vezes até preferiram não lhes dar.

É preciso corrigir a idéia torta – e muito comum hoje, especialmente entre as classes A e B – de que os pais têm obrigação de aos filhos carro, viagens ao exterior, festas apoteóticas etc. Do ponto de vista educacional não é nada salutar que eles tenham convicção de que nunca precisarão lutar para conquistar alguma coisa. Desejos não concretizados podem até produzir alguma frustração – mas não se assustem, nem toda frustração é negativa, como pensa a maioria. Muitas, são a base que impulsiona as novas gerações a produzir, se independentizar, a ter o "seu dinheiro" (não o da mesada, é claro), para não ter que "prestar contas a ninguém".

Para refletirmos um pouco ;o)
BJKS