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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Só se fala nisso, faz duas semanas...


O tema de hoje não é nada agradável, ou bonitinho... Mas, desde que a  Xuxa - a Rainha dos Baixinhos, contou, em depoimento no quadro "O que vi da vida" exibido no Fantástico, no último dia 20/05, que foi abusada sexualmente até os 13 anos, que o assunto não é outro.

O que fazer? Como prevenir nossos filhos? Como reconhecer o prolema? Para quem denunciar?

Por dica da Denise, do blog Criando Crianças, um ótimo livro que ajuda a tratar do assunto junto às crianças é Segredo Segredíssimo, da escritora baiana Odívia Barros. Ela, que sofreu abuso sexual durante a infância, se motivou a escrever um livro para ajudar pais, psicólogos e professores a orientarem as crianças a lidarem com o assunto.

 "Adriana é uma menina triste que tem um segredo segredíssimo. A sorte dela é que sua amiga Alice é muito esperta, e ao saber do segredo dá a Adriana um conselho conselhíssimo. Adriana segue o conselho e sua vida muda para melhor."

Este iivro infantil é polêmico e inovador, já esta sendo avaliado por educadores, e que vai dar o que falar. A autora toca delicadamente – mas com firmeza – na questão do abuso infantil. Destinado à educação infantil nas escolas públicas e privadas.

Não é mais novidade que o abusador é geralmente alguém próximo: temos o hábito de alertar nossas crianças para terem cuidados com pessoas estranhas e de fato temos razões para isso; contudo, nos casos de abuso sexual, a maioria são pessoas próximas da família. Pai (38%*) e padrasto (29%*) lideram o ranking dos abusadores seguidos de avôs e tios. *Dados do Disque denúncia entre 2003 e março de 2011 (estima-se que os números reais sejam muito maiores)

Como na maioria dos casos, as pessoas que abusaram de Xuxa eram próximas da família ( e não quero entrar no mérito da questão de que esta história é verdade ou não). Ela contou que o fato ocorreu em diversas ocasiões, feito por pessoas diferentes e de formas diferentes e citou dois exemplos: o melhor amigo do pai e um homem que iria casar com sua avó.

Sentimento de culpa, medo e confusão são comuns. Crianças abusadas geralmente se sentem culpadas pelo ocorrido, mesmo sem compreender exatamente o motivo. Eles se vêem como provocadores de uma situação.  E, o medo de denunciar também existe, principalmente quando existe vínculo familiar. A criança tem medo de ser repreendida, medo de causar problemas na família, medo da prisão do agressor etc.

Sentimentos se confundem facilmente na cabeça da criança que pode até achar o abuso prazeroso, mas ao mesmo tempo saber que está errado, sentindo-se culpada por não conseguir se livrar da situação, conforme afirma a psicóloga Jaqueline Soares Magalhães, consultora da Childhood Brasil, organização internacional para proteger as crianças.

Mudanças no comportamento podem indicar que algo não vai bem:
  • mudanças no comportamento (os falantes se calam, os agitados acalmam, os calmos ficam agressivos, etc.)
  • alterações no sono
  • queda no rendimento escolar
  • voltar a fazer xixi na cama ou nas calças
  • medo de ficar sozinho com adultos
  • brincadeiras agressivas
  • muito choro ou aversão a contato com outros
  • sexualidade exacerbada
Pessoal, vamos ficar atentos quando acontecer qualquer alteração de comportamento das crianças. Busque ajuda! E souber de algo sério. DENUNCIE!!!